Dois carros foram destruídos por uma bomba de fabricação caseira e um ônibus incendiado no segundo dia da greve dos motoristas e cobradores de ônibus de Brasília. Também houve ameaça de bomba na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), minutos antes da audiência entre empresários e grevistas. A Polícia Federal foi acionada para investigar a origem das bombas.
Por causa dos incidentes, a Polícia Militar do DF reforçou o policiamento com 3 mil homens nas ruas para evitar confrontos entre rodoviários e donos de veículos que estão fazendo o transporte alternativo de passageiros. A PM também aumentou o efetivo no Setor O, da cidade-satélite de Cielândia, onde vem ocorrendo a maior parte dos confrontos e prendeu três motoristas de ônibus clandestinos que portavam armas de fogo.
Ontem, o TRT fez nova audiência para tentar uma conciliação. Até às 18h25, entretanto, grevistas e empresários do setor de transporte não haviam chegado a um acordo. A presidente do TRT/DF, Terezinha Kineipp, suspendeu a audiência irritada com a postura das partes e ameaçou tomar medidas drásticas para pôr fim à greve.

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