Porto Alegre, 18 (AE) - A General Motors do Brasil começará a vender no início do segundo semestre de 2000 os primeiros carros produzidos em Gravataí (RS). A operação em fase experimental vai começar antes, no princípio de 2000, mas a inauguração oficial ficará para meados do ano, informou hoje o diretor da nova fábrica, Roberto Tinoco.
Durante a entrega da subestação construída pela Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) que vai abastecer o complexo industrial da GM, hoje, o executivo disse que a unidade terá capacidade para produzir no máximo 180 mil automóveis por ano. O volume, entretanto, dependerá da demanda, mas a empresa prevê uma produção inicial de 120 mil carros anuais.
Tinoco explicou que 95% da nova fábrica já estão concluídos. De acordo com ele, a unidade já está começando a testar os equipamentos, mas sem a introdução de produtos nas linhas de montagem.
A companhia pretendia iniciar as operações dos sistemas de pintura e funilaria com aquecimento gerado a partir do gás boliviano. A expectativa de atraso nas obras do gasoduto Bolívia-Brasil, porém, levou-a a montar uma central de gás liquefeito de petróleo para cumprir esta finalidade.
A subestação de energia implantada pela CEEE faz parte do conjunto de obras sob responsabilidade do governo estadual que integra o pacote de incentivos oferecidos para a atração da GM ao Rio Grande do Sul. O acordo foi firmado na administração passada e renegociado pelo governador Olívio Dutra (PT), obtendo uma economia, segundo ele, de R$ 103 milhões para o estado.
Com uma potência total de 50 MVA, suficiente para abastecer uma cidade com cerca de 230 mil habitantes, a subestação emprega tecnologia de ponta e custou R$ 9 milhões. Pelos termos da renegociação do contrato de incentivos, a montadora vai ressarcir o investimento mediante a aquisição de energia da própria CEEE.
A empresa está situada na área da distribuidora privada RGE (Rio Grande Energia), mas enquadra-se na categoria de grandes consumidores, podendo escolher livremente seu pelo fornecedor.
Contrato - Os ajustes ao contrato de incentivos assinado no governo anterior têm o mesmo impacto sobre a construção de uma estação de tratamento de efluentes a cargo da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). A obra é orçada em quase R$ 6 milhões, mas o estado será compensado via cobrança de tarifas da empresa.
Outros pontos da renegociação, fechada no final do primeiro semestre deste ano, incluíram o pagamento antecipado, por parte da GM, de R$ 34,5 milhões referentes ao empréstimo de R$ 253 milhões liberado no governo passado.
A empresa também assumiu as operações de estamparia que antes seriam executadas pelo consórcio AG Simpson-Usiminas, o que liberou o Estado de arcar com o financiamento de R$ 41 milhões ao fornecedor.

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