Londrina - A luta dos carroceiros de Londrina para manter a atividade na cidade ganhou mais um capítulo ontem. Depois de se organizarem em uma associação, os profissionais passaram a cobrar do poder público apoio para que possam trabalhar de forma legal e regular. Representantes da entidade entregaram à Prefeitura uma lista de reivindicações com nove itens. A administração municipal comprometeu-se a analisar os pedidos até a próxima semana.
Os trabalhadores criaram a Associação de Carroceiros de Londrina há pouco menos de um mês. A medida foi tomada depois da divulgação de artigo do Código de Posturas que prevê a extinção da atividade na cidade em um prazo de seis anos. Em contrapartida, o município iria oferecer cursos de capacitação para viabilizar a recolocação dos profissionais no mercado de trabalho.
Sob a alegação de que prestam uma serviço de relevância social (coleta de entulho de pequenos geradores) os carroceiros reivindicam: cessão de escritório com telefone e computador, 300 botas, 200 coletes, 200 placas com sinalizadores para identificação das carroças, regularização previdenciária dos associados e ampliação e limpeza constante dos ecopontos.
A intenção dos carroceiros era apresentar a pauta ao prefeito Barbosa Neto (PDT), mas não conseguiram. Eles foram atendidos pelo diretor de Operações da CMTU, Luciano Borrozino, e pelo chefe de gabinete, Rogério Ortega.
A administração municipal comprometeu-se a trabalhar na revogação do artigo do Código de Posturas. ''Não é intenção da Prefeitura acabar com essa profissão. Já apresentamos um projeto na Câmara (213/2011) e buscamos suprimir do texto original a extinção da profissão de carroceiro'', garantiu Ortega.
A Prefeitura quer, porém, que o grupo se organize em uma cooperativa. ''O Ministério Público não permite mais (a contratação de uma associação). Por isso não podemos fazer convênio. Falamos para os carroceiros formarem uma cooperativa igual a dos recicladores, assim eles poderiam fazer um trabalho social semelhante'', explicou o chefe de gabinete.
O presidente da Associação dos Carroceiros, Giuliano Custódio de Oliveira, não escondeu o pessimismo após o encontro. ''Entendi que eles não estão dando a menor bola. Por enquanto, nada foi resolvido'', criticou.

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