Carroceiros formam associação
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Londrina - Cerca de 35 carroceiros se reuniram na Concha Acústica (Centro) na manhã de ontem para protestar contra o projeto de lei 213/2011 e formar a Associação dos Carroceiros de Londrina. Com a orientação da Federação das Associações de Moradores do Estado do Paraná (Famep), foram eleitos presidente, vice-presidente e demais membros da diretoria. O objetivo é, através da união, tentar modificar o projeto que regulamenta a circulação das carroças e prevê que em seis anos os carroceiros deixem de circular na zona urbana de Londrina.
José Raimundo de Moraes, presidente da associação, explica que os carroceiros concordam com o emplacamento das carroças e o uso de coletes, mas não com a extinção da profissão. ''Vamos pedir também que a prefeitura nos ajude a conseguir apoio para que a UEL nos dê assistência veterinária. Temos que nos unir, conversar e ver as propostas, mas juntos vamos ter mais força. Se pararem para pensar vão ver que tem várias famílias com 20, 30 anos de carroça, que tiram seu sustento disso'', argumentou.
Moraes disse que entre outras pontos a associação também irá se regularizar para orientar os carroceiros sobre como tratar os animais, para que não haja maus tratos.
O vice-presidente eleito, Giuliano Custódio de Oliveira, afirmou que o projeto está errado porque não se pode acabar com a profissão. ''O colete e o emplacamento estao certos, assim como exigir que os animais sejam bem cuidados, mas não se pode pedir que as pessoas deixem de exercer sua profissão. Para os jovens ainda faz sentido fazerem cursos profissionalizantes, mas para nós, que já somos mais velhos é complicado porque não conseguiremos emprego com essa idade'', afirmou ele.
O diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Luciano Borrozino, afirmou que o projeto inicial não prevê a extinção da profissão de carroceiro. ''Esse aditivo foi feito na Câmara. Nossa intenção é apenas normatizar o serviço, acabando com os despejos em locais irregulares e com os maus tratos aos animais'', destacou.
Borrozino afirmou que um pré-levantamemto identificou que no município há entre 400 e 600 carroceiros. ''Queremos melhorar as condições de trabalho dessas pessoas e que elas sejam nossas parceiras, fazendo o despejo de entulhos nos ecopontos e não nos fundos de vale e outros locais proibidos'', explicou.
De acordo com ele, o projeto também prevê que os carroceiros atuem foram do quadrilátero central, com áreas de trabalho delimitadas nos bairros, horário de circulação das 8 às 18 horas e proibição de menores de 18 anos na condução das carroças. Periodicamente animais e veículos deverão passar por vistoria. A responsabilidade de fiscalização da saúde dos animais seria das secretarias de Meio Ambiente e Saúde e a fiscalização das carroças será da CMTU. Inicialmente o emplacamento e o primeiro uniforme serão gratuitos. ''Depois poderemos cobrar, mas é uma forma de incentivá-los a cuidar bem dos equipamentos.''
A associação foi até o plenário da Câmara de Vereadores para pressionar o líder do Executivo, vereador Jairo Tamura (PSB), para que o projeto do Executivo que regulamenta a categoria, que seria votado em segunda discussão na sessão de ontem, fosse retirado de pauta. E tiveram sucesso. ''Faremos uma reunião na próxima quarta-feira no gabinete do prefeito para discutir o projeto. Eles alegaram que o único problema seria a extinção da categoria e acho que isso pode ser discutido e retirado do projeto'', explicou Tamura.(Colaborou Paula Barbosa Ocanha)


