Carroças serão emplacadas pela CMTU
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização, Carlos Geirinhas, anunciou ontem em audiência realizada na Câmara Municipal de Londrina que as carroças que recolhem entulhos e descartam nos ecopontos deverão ser emplacadas a partir de hoje. Ele explicou que a medida visa regulamentar a atuação da categoria e valorizará quem trabalha da forma correta, realizando o descarte nos pontos determinados pela prefeitura, de acordo com as baias de galhos, madeiras e entulhos de material de construção. "Aqueles que atuam de forma incorreta poderão ser facilmente identificados", garantiu.
Segundo levantamento da CMTU, são 55 carroceiros que atuam na cidade. As carroças serão identificadas conforma a região onde atua. O pedido para a implantação das placas partiu dos próprios carroceiros em reunião realizada em fevereiro deste ano e só agora será implantado. Os trabalhadores foram orientados a procurar a CMTU para fazer o cadastro e o devido registro na autarquia para poder atuar legalmente.
Eles garantem que não são os responsáveis pelo descarte ilegal que tem tornado os ecopontos lixões a céu aberto. Acusam moradores e também motoristas de empresas estabelecidas de jogar todo tipo de entulho nesses locais. O presidente da Associação dos Carroceiros de Londrina, Giuliano Custódio de Oliveira, afirmou que os trabalhadores estão dispostos a colaborar.
O emplacamento de carroças é apenas mais uma das tentativas de reduzir o problema do descarte de entulhos. Recentemente a CMTU anunciou que os ecopontos seriam transformados em pontos de entrega voluntária, com a presença de funcionários explicando o que poderia ser depositado.
O presidente da CMTU destacou que o custo de implantação de um PEV gira em torno de R$ 60 mil a R$ 80 mil, mas no momento a autarquia não possui esses recursos para construí-las. Ao todo a prefeitura quer implantar 10 unidades até o fim deste ano e para isso negocia com o Ministério Público para que as multas ambientais possam ser convertidas em recursos para a implantação desses postos de entrega voluntária. A primeira unidade seria implantada no Jardim Santa Rita (zona oeste) e a segunda seria no Jardim Primavera (zona norte).
A promotora de defesa do Meio Ambiente, Solange Vicentim, ressaltou a importância de se registrar um descarte irregular com uma câmera e anotar a placa do veículo para ter a materialidade do crime, para depois encaminhar aos órgão ambientais. "Todo mundo deve cumprir a legislação ambiental e todo mundo deve ser fiscal."


