Carrinheiros vão formar cooperativa
Curitiba- A professora Lúcia Alencar, coordenadora pedagógica do Projeto Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, está enfrentando o desafio de formar a primeira incubadora de carrinheiros de Curitiba. Os escolhidos são os catadores de papel do Grupo Jardim União, no bairro do Uberaba.
Cerca de 40 pessoas trabalham com as incubadoras e tentam formar cooperativas que possam render maiores oportunidades de trabalho e de renda para as populações carentes. ''Trabalhamos com população excluída. Os carrinheiros se adequaram à nossa preocupação. Até porque eles são o público mais excluído. A partir da organização de grupos, eles vão ter mais oportunidades de enviar projetos para as prefeituras e de conseguir apoio de universidades e ONGs. Além do que, unidos, eles terão mais chances de conseguir no mercado preços melhores'', analisou ela.
O gerente da Usina de Reciclagem da Prefeitura Municipal de Curitiba, Alfredo Carlos Holzmann, informa que quase 100% do que chega ao local é aproveitado. Apenas dois tipos de produto não são adequadamente vendidos no mercado curitibano: o isopor contaminado (com restos de comida) e as embalagens laminadas (salgadinhos e café lacrado a vácuo).
De acordo com os dados levantados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, uma cidade com 15 mil habitantes pode gerar 157 empregos com salários de R$ 400 mensais na reciclagem de resíduos, com potencial para a geração de 222 empregos de salário mínimo.
Reciclando cinco tipos de resíduos (papelão e papel, vidro, alumínio, aço e plásticos), a economia obtida anualmente chegaria a R$ 1 milhão. Só de energia elétrica seriam economizados R$ 145 mil.(L.P.)





