Carreira de Clinton está na balança
Muito bem sucedido na parte administrativa, o presidente dos Estados Unidos enfrentou, durante o ano, os efeitos de assuntos mais polêmicos. Em abril, o processo de assédio sexual iniciado contra Clinton por uma sua antiga funcionária, Paula Jones, foi arquivado pela Justiça norte-americana. Mas isto não foi o fim dos problemas do presidente norte-americano. Em janeiro, como um fato que parecia não ter nada com o processo Paula Jones, explodiu o escândalo Monica Lewinsky, a estagiária que teria tido relações sexuais com ele, na Casa Branca.
ApoioApesar de tudo, o presidente dos EUA, Bill Clinton, conseguiu importante apoio da esposa em suas dificuldadesNo começo, a situação não parecia muita séria. Era mais uma denúncia, sem, aparentemente, muita base. Mas o promotor especial Kenneth Starr tomou o processo e resolveu leva-lo às últimas consequências. A partir de julho, com novo depoimento de Monica Lewinsky, a situação começa a se complicar para Clinton. Com uma garantia de imunidade dada pelo promotor Kenneth Starr, a jovem ex-estagiária depõe e afirma que manteve relações sexuais com o presidente norte-americano. Vai além, apresentando aos membros do júri uma prova real: vestígios de semen no vestido que usava. Os exames confirmam que se tratava de semen do presidente Bill Clinton.
TragédiaO furacão Mitch deixou um rastro de destruição e morte pelo CaribeEm agosto, o presidente dos Estados Unidos lança uma verdadeira revolução ao enfatizar que, em seu entender, sexo oral não é sexo. Foi uma redefinição do termo que produziu uma revolução no caso. O promotor Kenneth Starr foi enfático ao pedir a destituição do presidente, afirmando que em seu entender ele havia prestado falso testemunho.
Clinton é obrigado a prestar depoimento ao Grande Juri. E, então, acaba revelando que houve, entre ele e Monica, o chamado sexo oral. Além dos problemas decorrentes desta confirmação que, para muitos, representava perjúrio já que antes, sob juramento, Clinton afirmara não ter tido relações com a jovem, a questão também abalou o casamento do presidente. Por algum tempo, houve a impressão de que a esposa, Hillary, havia esfriado o relacionamento com o marido. Aos poucos, porém, a própria primeira dama resolveu sair em defesa do marido.
DramaNo Iraque, o sofrimento maior continua a ser das mulheres e das criançasO caso chegou ao Congresso norte-americano em outubro. Mas, em novembro, houve uma demonstração inesperada dos eleitores. Nas eleições para renovação da Câmara dos Representantes e de um terço do Senado, os republicanos tiveram desempenho pior que o esperado. O Partido Democrata, de Clinton, avançou, melhorou sua representação, o que dava a entender que as pesquisas que indicavam que o povo apoiava seu presidente na questão estavam corretas. Ainda assim, o processo continuou. O promotor Kenneth Starr, em seu depoimento na Câmara dos Representantes, pediu a destituição de Clinton. E a Câmara, após intensos debates, aprovou dois itens para impeachment, enviando a decisão para o Senado.





