Carreira da cantora começou aos seis anos
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quinta-feira, 17 de junho de 1999
Por Mauro Dias 
São Paulo, 18 (AE) - Aposentadas por volta dos 40 anos pela televisão, veículo novo que exigia caras novas, as irmãs Linda e Dircinha Batista foram mesmo rainhas, na preferência dos ouvintes dos programas de rádio e dos compositores de seu tempo. A televisão proibiu a permanência delas em cena, de Sílvio Caldas, ¶ngela Maria, e os substituiu por Rosemary, Wanderléa, Ronnie Von, Martinha. Durante algum tempo, esses "ídolos" conviveram com Elis Regina, Elisete Cardoso, Chico Buarque, Maysa. Mas estes foram logo execrados. Ficou o que se sabe.
No novo e sombrio cenário, Florinda (Linda) e Dirce (Dircinha) Grandino de Oliveira caminharam para o ostracismo. Linda, três anos mais velha, morreu em 1988. Afastara-se das atividades artísticas nos anos 60. Dircinha, nascida em 1922, amargou a sobrevida cantou até os anos 70. Nasceram as duas em São Paulo, filhas do ventríloquo e humorista Batista Júnior. O início da infância foi no Rio. Mais jovem, Dircinha manifestou-se antes na arte do canto. Linda a acompanhava.
Dircinha tinha 6 anos quando cantou "Morena Cor de Canela" (de Ari Kerner) em São Paulo. O sucesso transformou-a em companheira de palco do pai. Aos 8, gravou o primeiro disco. Aos 13 estreou no cinema, em "Alô, Alô, Brasil"e tornou-se intérprete das marchas de Braguinha e Alberto Ribeiro o sucesso começava. Em 1938 conquistou o público com "Periquitinho Verde", foi contratada pela Colúmbia (hoje Sony Music). Em 1940 era escolhida Cantora da Cidade (do Rio de Janeiro). Lançou "Nunca", de Lupiscínio Rodrigues, "Se Eu Morresse Amanhã", de Antônio Maria," Upa, Upa", de Ari Barroso. Chegou a ser apresentadora da TV Tupi, no início dos anos 60. Depois de mais de 300 gravações, quase 20 filmes e outras tantas peças, tirou o time de campo.


