Carreira começou no rádio em 61
Quando começou no rádio, em 1961, Antonio Belinati não imaginava que fosse fazer uma carreira política que já dura mais de 30 anos, período em que ele sofreu apenas uma derrota - a prefeitura de Londrina, em 1972. Lembra ter iniciado a atividade de radialista por acaso, quando o locutor da rádio Londrina que fazia os chamados reclames (propaganda) faltou e ele assumiu a latinha, convencido de que tinha dado um show. Foi num domingo, ao vivo, em Cornélio Procópio. Eu estava com 17 anos, recorda.
A empolgação de Belinati, porém, só durou um dia. Na segunda-feira, puxão de orelha. O diretor da rádio, Antônio Marcos, disse à equipe que era para me deixar na geladeira, lembra, rindo. Motivo? Belinati anunciou várias vezes mortadela Diana lendo mortandela.
Tempos depois, uma nova chance e a carreira deslanchou. Foi o primeiro apresentador da TV Coroados, a primeira do interior do País, em 1963. Criou uma expressão que virou bordão. Gratos, até amanhã e boa noite. Todo mundo repetia, mas ao invés de apresentador eu preferia as ruas, o calor da reportagem. Todo ano era escolhido o melhor repórter do rádio.
Acredita ter realizado uma inovação total no modo de fazer rádio com o programa A voz do povo. O programa explodiu em audiência porque o povo entendia a linguagem. Quebramos o velho estilo, demos uma roupagem nova à comunicação, diz orgulhoso. Belinati só fazia cara feia quando era escalado para radionovelas, ao vivo. Preferia as reportagens e sempre queria dar a notícia primeiro, sentencia.
O rádio foi um dos grandes responsáveis por sua primeira vitória política em 1968 como vereador do MDB. Estourei de voto, relembra. O veículo foi meu ponto de apoio na política e grandes comunicadores se elegeram assim, mas é preciso conquistar uma base política porque vão surgindo novidades e o comunicador-político pode ter uma carreira curta, alerta.
Belinati tem consciência do poder e da força dos veículos de comunicação. Mantém programas em emissoras de rádio e não descuida da imagem da TV, onde comenta, também em programas, desde as manchetes dos jornais até as obras de sua administração, sem esquecer de propagandear o trabalho do governo do Estado.





