Da Redação
Uma das maiores lojas de departamentos e de secos e molhados do Norte do Paraná sofreu na manhã de ontem um assalto que pode ter resultado em prejuízo de cerca de R$ 100 mil em cheques e em dinheiro, segundo informações fornecidas ontem mesmo pelo superintendente da Polícia Civil em Londrina, Ademilson Alves Batista.
O assalto ocorreu por volta das 8h30, meia hora depois de o Hipermercado Carrefour, no Catuaí Shopping Center, ter aberto suas portas na manhã de ontem. Segundo a polícia, quatro homens armados renderam os seguranças do estabelecimento comercial e entraram no departamento financeiro, de onde levaram os cerca de R$ 100 mil.
Os assaltantes teriam entrado no hipermercado passando-se por clientes. Conforme informações fornecidas pela polícia, a impressão é de que o grupo conhecia bem o sistema de trabalho da segurança do estabelecimento. Os assaltantes teriam, inclusive, chamado alguns funcionários da loja pelo nome.
Os quatro agiram rapidamente. A equipe de policiais que atendeu a ocorrência colheu informações que os assaltantes fugiram num Fiat Tempra, vermelho. Até o final da tarde de ontem, a polícia não tinha pistas dos assaltantes.
No Hipermercado Carrefour, nenhuma informação sobre o assalto foi divulgada pela direção local do estabelecimento logo após o assalto. Horas depois, já no início da noite, funcionários apenas disseram que o diretor do hipermercado em Londrina teria viajado a Curitiba e que, até aquele momento, não havia nenhuma novidade sobre o caso.
O estabelecimento, que funcionou até as 22 horas de sábado, havia retornado ao expediente às 8 horas da segunda-feira. A ação rápida e ‘‘discreta’’ dos assaltantes evitou que sobrassem muitas testemunhas, principalmente entre os trabalhadores de outras empresas que circulam pelas proximidades do Carrefour e do Catuaí Shopping Center.
Um dos motoristas de táxi do ponto localizado no estacionamento do Catuaí disse que tomou conhecimento do assalto através do rádio. Ele chegou ao seu ponto por volta de 9 horas e tinha a segunda-feira como um dia normal. Dez minutos depois ouviu o noticiário de uma emissora divulgando a notícia.
Mas os comentários sobre o assalto ainda ganhavam repercussão no início da noite, horário da chegada dos consumidores que têm expediente até as 18 horas e deixam as compras para depois que saem do trabalho.
Uma vendedora de uma empresa que utiliza área do hipermercado, por exemplo, relatou que havia entrado no serviço às 14 horas. Mas disse que sua colega do turno da manhã havia chegado ao local minutos depois do assalto. Os comentários sobre a ‘‘familiaridade’’ demonstrada pelos assaltantes durante a ação também eram repercutidos.
Também não faltavam boatos. O valor do dinheiro e dos cheques levados pelos assaltantes, que segundo a polícia seria de cerca de R$ 100 mil, chegaram a subir para R$ 200 mil na cotação da boataria.
Mas o proprietário de uma empresa instalada nas proximidades duvidou. Segundo ele, o carro-forte havia recolhido boa parte do movimento de sábado por volta das 20 horas daquele dia. O que os assaltantes teriam levado na manhã de ontem seria o que entrou depois desse horário, conforme imaginava o empresário vizinho.

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