Curitiba- O assessor de imprensa do Carrefour, Edson Di Fonzo, afirmou que o Carrefour respeita as ações do Greenpeace. Ele afirmou que os produtos de marca própria são livres de transgênicos e estão dentro da legislação de rotulagem vigente no Brasil (que determina que todos os produtos que contenham ou sejam produzidos a partir de matéria-prima transgênica tragam estas informações na embalagem).
Ainda, segundo Di Fonzo, o Carrefour já solicitou aos fornecedores que estão em desacordo com as normas de rotulagem, que se adaptem às mesmas, informando na embalagem dos produtos se os mesmos possuem ou não matéria-prima transgênica. Ele disse que esta responsabilidade é da indústria, uma vez que o supermercado apenas revende o produto.
''A ação do Greenpeace é e sempre será respeitada em qualquer loja do Carrefour. O Carrefour nunca orientou seus funcionários para impedir a entrada da imprensa, e, se houve algum exagero, foi decorrente de como a situação se desenvolveu. Nós lamentamos o ocorrido, vamos nos responsabilizar pelos danos causados aos equipamentos da imprensa e também vamos orientar o Greenpeace para nos comunicarem as ações'', disse o assessor.
Gabriela Vuolo, membro da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, disse que tentou entregar a carta da campanha ao gerente da loja, mas não foi recebida. Na carta, informava o motivo da manifestação: orientar a rede e os consumidores quanto a legislação vigente e solicitar à rede que disponha os produtos transgênicos em gôndolas separadas das demais, a fim de que os consumidores possam identificar e escolher os itens que prefere consumir. Na carta também há a solicitação de que o estabelecimento entre em contato com os fornecedores a fim de que estes se adequem às novas regras, de rotulagem.
A expedição ''Brasil melhor sem transgênicos'' foi lançada no dia 13 de abril no estado do Rio Grande do Sul, apontado pela ONG como a principal área brasileira contaminada por transgênicos. A expedição do navio Arctic Sunrise é parte da campanha global cujo objetivo é defender o direito dos consumidores e agricultores de optarem por produtos não transgênicos, expor os riscos da soja transgênica, e preservar o meio ambiente e a biodiversidade. A campanha ocorre paralelamente na Europa, Austrália e Nova Zelândia.
Na viagem pelo País, os ativistas distribuem um guia do consumidor, que apresenta os nomes dos principais produtos industrializados que contêm e que não contêm transgênicos. (C.D.)

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