O cardápio da merenda escolar no Distrito Federal está sem carne bovina desde a semana passada, por causa da suspeita de contaminação por larvas do verme tênia, popularmente conhecida por solitária. Exame feito pelo Instituto de Saúde do DF constatou a contaminação de 70 quilos de carne em uma escola de ensino fundamental. O frigorífico que vendeu o produto, no entanto, garante que o teste de contraprova não detectou problemas.
A Secretaria da Educação comprou 71 mil quilos de carne da Indústria Frigorífica Norte de Minas, dos quais 17 mil foram entregues e distribuídos este mês para 580 escolas, segundo a assistente da Gerência de Alimentação Escolar da Secretaria, Carla Eliana de Alcântara. No último dia 19, merendeiras da escola Centro de Ensino 104, na cidade-satélite Recanto das Emas, a 30 quilômetros de Brasília, estranharam a aparência da carne, que seria servida a 1.700 alunos.
‘‘A carne está interditada’’, disse ontem Carla de Alcântara. Segundo ela, amostras do produto distribuído às demais escolas serão submetidas a exames. Enquanto houver dúvidas quanto à qualidade da carne, os cerca de 400 mil alunos da rede pública vão comer frango e ovos para suprir a necessidade de proteínas.
O médico veterinário responsável pelo frigorífico, Ezio Fabri dos Anjos, disse que o exame de contraprova feito na amostra de 70 quilos de carne não detectou a contaminação. Hoje ele estará em Brasília para acompanhar os exames em outras amostras. Segundo Anjos, mesmo que a carne estivesse infectada, o fato de ser congelada impede qualquer contaminação dos consumidores. ‘‘O comprometimento da saúde pública é inexistente’’, garantiu.

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