São Paulo, 13 (AE) - Os itens alimentação, pressionado pela alta da carne bovina, e transporte, influenciado pelo aumento do preço do álcool combustível, foram os principais responsáveis pela alta de 1,04% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do município de São Paulo, divulgado hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na primeira quadrissemana de outubro.
Mesmo assim, o coordenador do IPC, Heron do Carmo, acredita que a inflação de outubro deve ficar em torno de 0,5%, caso a variação do preço da carne bovina não ultrapasse 6% no período. Isso porque outros grupos apurados pela Fipe (habitação
despesas pessoais, vestuário, saúde e educação) não devem apresentar variação significativa a ponto de comprometer o resultado do mês.
A carne bovina subiu 4,76% na primeira quadrissemana de outubro contra 0,93% no final de setembro, reagindo ao período de entressafra e ao corte de importações do produto da Argentina. Segundo Heron do Carmo, as retaliações comerciais entre Brasil e Argentina provocaram a queda da oferta e, consequentemente, pressionaram o preço do produto.
O aumento de 13,93% do álcool combustível também colaborou significativamente para o resultado da primeira quadrissemana, o que influenciou a alta do preço do açúcar em 14 39% no período. Heron alerta que se não houver recuo nos preços cobrados nas bombas de combustível, a variação do álcool pode ficar superior a 14% em outubro. De acordo com Heron do Carmo, carne, açúcar e álcool devem continuar pressionando o índice em novembro.

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