O Carnaval não é exclusividade do Brasil. A festa faz parte da tradição de quase todos os países do mundo, claro que em outros nomes e formatos, e em períodos distintos do ano. Até no Japão há um evento parecido com o Carnaval, o tradicional Awa Odori, festa celebrada em julho na cidade de Tukushima, na qual a população dança nas ruas comemorando a colheita.
O Carnaval italiano já foi considerado o maior do mundo. Devido à origem romana da festa, perpetuada através dos tempos, mas principalmente porque foi em Veneza, no século XVII, que o Carnaval se celebrizou com máscaras e fantasias. Fora de moda por dois séculos, o Carnaval veneziano foi retomado em 1978, preservando o estilo do passado, sendo hoje o mais badalado da Europa. Mascarados, os foliões vão a bailes de rua e assistem a operetas e peças medievais.
Com ritmos flamencos e caribenhos, os espanhóis festejam o Carnaval na mesma época que o Brasil. Há desfiles de fantasias luxuosas em Tenerife, nas Ilhas Canárias, e o de rua, em Cadiz. No Carnaval de Copenhague, na Dinamarca, as pessoas seguem grupos musicais da cidade bebendo chope e dançando na véspera do domingo de Pentecostes (festa católica celebrada 50 dias depois da Páscoa em comemoração da descida do Espírito Santo sobre os apóstolos).
Na França, o Carnaval mais festejado e conhecido é o de Nice, que há décadas atrai milhares de turistas. Há carros alegóricos, máscaras, vigílias e festas, nas quais os foliões disputam prêmios.
Ao que tudo indica, o Carnaval alemão nasceu na Baviera, com um ritual na primavera para espantar os gélidos demônios do inverno. Para isso, os participantes usavam máscaras assustadoras e dançavam ao som de música cacofônica. Hoje, o Carnaval alemão concentra-se em Colônia, Munique e outras grandes cidades do Reno. Em Colônia, as mulheres saem às ruas cortando as gravatas dos homens, que são obrigados a usá-las até a meia-noite.
Nos Estados Unidos, o Carnaval mais tradicional é o de Nova Orleans, que leva o nome de Mardi Gras. A data da festa é similar a do Brasil, e na terça-feira acontecem desfiles ao som do jazz. Há também a tradição de dois reis: o King Rex e o Rei Zulu, representando a população negra. Um Rei Zulu famoso foi Louis Armstrong, que desfilou em 1949.
O Carnaval mais famoso dos Estados Unidos, no entanto, é mesmo o brasileiro, dado o grande número de turistas norte-americanos que o País recebe nesta época. De uma forma geral, independentemente das diferentes tradições carnavalescas espalhadas pelo mundo, nos países onde há imigrantes brasileiros, há um pouco do Carnaval verde-amarelo. O difícil é os estrangeiros aprenderem o batuque certo e o samba no pé.
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