Cármen Lúcia cria cadastro, mas não visita presídio
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terça-feira, 09 de janeiro de 2018
Folhapress 
São Paulo - A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, assinou nesta segunda (8), na sede do TJ-GO (Tribunal de Justiça de Goiás), um termo de cooperação para agilizar a implantação no estado de um cadastro nacional de presos. A visita programada ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde ocorreram três rebeliões desde o início do ano, foi cancelada.
Não houve explicação oficial sobre o cancelamento, mas o presidente do TJ-GO, desembargador Gilberto Marques Filho, admitiu que a insegurança foi um dos fatores que pesaram na decisão."Fiz ela entender que não havia necessidade", disse Gilberto Marques. "Não quero correr o risco de impor à nossa presidente um aborrecimento qualquer que seja", acrescentou. "Não seria prudente expor, embora ela quisesse ir, mas eu a convenci a não ir."
O recém-empossado diretor-geral de Administração Penitenciária de Goiás, coronel Edson Costa, reconheceu que a situação no Complexo Prisional está controlada, porém que não considera o local "nada seguro", afirmando que "a situação é grave". Desde o início do ano, ocorreram três motins no Complexo Penitenciário, que conta com cinco unidades prisionais. Na primeira rebelião, em 1º de janeiro, na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, nove presos foram mortos, dois deles decapitados, e outros 14 ficaram feridos.


