Díli, 25 (AE-AP) - O bispo Carlos Belo acusou hoje (25) o ex-chefe das Forças Armadas da Indonésia, general Wiranto, de mentir sobre a verdadeira participação do exército nas atrocidades cometidas em Timor Leste.
"Wiranto disse que (as Forças Armadas indonésias) como instituição não mataram nem fizeram coisas ruins, mas ele mentiu", disse o líder espiritual timorense e prêmio Nobel da Paz durante uma missa de Natal em Díli, capital do Timor.
Anteriormente, em declarações diante de uma comissão oficial sobre violações dos direitos humanos, Wiranto negou que os chefes militares teriam instigado a destruição de Timor Leste depois do plebiscito pela independência, realizado em 30 de agosto.
Entretanto, membros da Comissão Investigadora de Violações dos Direitos Humanos em Timor Leste disseram que os altos chefes militares são responsáveis porque conheciam os atos de violência e não tomaram medidas para impedi-los.
Uma comissão da ONU que investiga as atrocidades recomendou a criação de um tribunal internacional de crimes de guerra para julgar generais indonésios caso Jacarta não o faça nos próximos dias.
A Indonésia invadiu a ex-colônia portuguesa em 1975 e a governou com mãos de ferro durante 24 anos.

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