Rio, 25 (AE) - Mesmo com sol, poucos cariocas resolveram ir à praia hoje, último domingo em que o banho de mar não estava proibido. A partir de amanhã (26), serão jogadas seis toneladas de esgoto por segundo, nos costões do Pão de Açúcar e do Vidigal
na zona sul do Rio, para a última etapa do reparo do emissário submarino de Ipanema. Com isso, as praias Vermelha, do Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon e São Conrado, todas na zona sul, ficarão impróprias. A interdição deve durar duas semanas. Na primeira, devido ao despejo do esgoto e, na segunda, porque os dejetos ainda não estarão dispersados.
As praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, embora liberadas para o banho, também não tiveram muita frequência. O motivo: na Barra, 105 garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) retiraram restos de gigoga, uma planta aquática que foi trazida da Lagoa de Jacarepaguá para a orla, devido ao vento sudoeste, que está batendo desde o feriado de 21 de abril.
Segundo o gerente do Departamento da Barra da Comlurb, Sebastião Alves Netto, a planta não é venenosa nem poluente, mas pode trazer consigo pequenos animais que vivem na lagoa, como cobras dágua e caranguejos. Até hoje, os garis haviam tirado 250 toneladas de gigoga nos 16 quilômretros de extensão da Praia da Barra. "Hoje o vento começou a mudar e a situação deve se normalizar", informou Sebastião Alves Netto.

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