Todas as sextas-feiras, o analista de sistemas Maurício Cabral, de 44 anos, chega mais cedo ao trabalho, no centro do Rio, para poder estender sua hora de almoço. Das 12h30 às 14h30, ele troca a comida pela dança. Há dois anos, Cabral e muitos de seus colegas de escritório frequentam o baile ‘‘Sexta-feira é dia de festa’’ promovido pela Cia. Aérea de Dança. ‘‘Não há coisa melhor do que voltar para o trabalho depois de duas horas dançando’’, afirma Cabral, que tem aulas de dança de salão no local. O analista trabalha no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assim como a maioria dos frequentadores do baile. ‘‘Foram os alunos que trabalham no IBGE que me pediram a liberação do salão para eles dançarem na hora do almoço’’, conta a dona da escola de dança, a dançarina Mariana Baltar.

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