Minneapolis, 12 (AE-AP) - As companhias Cargill e Dow Chemical anunciaram ontem (11) planos de produzir comercialmente uma nova forma durável e "natural" de plástico, feita de milho, ao invés de petróleo.
O plástico, produzido com recursos recicláveis, oferece as mesmas possibilidades de uso e custa basicamente o mesmo para se produzir que o plástico feito de hidrocarbonato, produto não-reaproveitável, as companhias anunciaram. O produto pode ser usado em itens variados, de roupas a embalagens.
"Imaginar que algo que é produzido no campo, agora pode ser convertido em plástico, é realmente incrível", disse Jim Stoppert, presidente da Cargill Dow Polymers (CDP), a joint-venture entre as duas companhias.
Cargill e Dow investiram mais de US$ 300 milhões na construção de uma planta de fabricação de plástico em Blair, no estado central norte-americano de Nebraska, onde a Cargill tem produzido etanol e ração para animais baseada em milho desde 1995.
A nova fábrica deverá abrir no final de 2001, e irá produzir mais de 135 milhões de quilos anuais do novo plástico, chamado PLA.
Com a redução da dependência no petróleo, produtores da indústria do plástico seriam menos afetados pelas rápidas flutuações no preço do óleo, mas poderiam encontrar-se à mercê dos mercados voláteis de grãos.
No entanto, fazendeiros poderão beneficiar-se imensamente dessa tecnologia no futuro, e novos empregos serão criados em áreas rurais, à medida que produtos dos recursos renováveis são desenvolvidos, disse Stoppert.
O processo de produção do plástico, registrado como Nature Works, utiliza o carbono removido do ar pelas plantas durante a fotossíntese. O carbono é guardado no amido das plantas, que pode ser quebrado para formar açúcares naturais, os quais são então usados para produzir o PLA.
A CDP agora usa açúcares do milho, um produto abundante e barato, para fazer o novo plástico. Os pesquisadores da companhia também estão estudando o uso de outras plantas no processo, como o trigo, cascas de milho e polpa de madeira.