A Receita Federal em Foz do Iguaçu mantém a metade do seu depósito de mercadorias abarrotada com pacotes de cigarro. ‘‘Somente este ano, o total apreendido ultrapassa US$ 9,2 milhões. Este valor representa 43% do total retido na fronteira’’, informou a delegada da RF em Foz, Maria Angélica Toledo Castro. Ela preferiu não comentar nada relativo ao acordo por não tê-lo recebido na íntegra.
O tratado assinado pelos ministros de relações exteriores do Brasil, Luiz Felipe Lampréia, e Ruan Esteban Aquiles Martinez, do Paraguai, possui cem páginas e deverá passar ainda pelo crivo dos congressos de ambos os países e de outras instâncias federais. Entre outras determinações apresentadas no texto, está ainda a liberação para que a Receita Federal possa fiscalizar e até mesmo fechar empresas sediadas no Paraguai, caso seja comprovada qualquer atividade ilegal no estabelecimento.
O acordo também prevê a unificação tarifária e abatimentos nos impostos aos empresários brasileiros que desejarem se instalar no exterior. O mesmo pode ocorrer com investidores paraguaios, desde que não atuem na importação de bebidas, cigarros ou qualquer produto falsificado.
Segundo o presidente da Centro de Importadores e Comerciantes de Alto Paraná (Cicap) em Ciudad del Este, Charif Hammoud, os empresários ‘‘que trabalham com seriedade’’ receberam as medidas com bons olhos. ‘‘O acordo vai garantir uma região fronteiriça organizada, limpa e transparente.’’ (Emerson Dias, de Foz do Iguaçu)

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