O laudo da perícia divulgado ontem no Rio de Janeiro pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu (Baixada Fluminense) mostrou que o cardiologista Edson dos Santos Barbosa, um dos sócios da Clínica Vida-Cor, foi morto com um tiro na nuca. O corpo do médico foi encontrado por policiais militares, sábado à tarde, no Distrito de Queimados, na Baixada Fluminense.
Para a polícia, o motivo do assassinato pode ter sido latrocínio, vingança, crime passional ou uma possível ligação dele com a quadrilha responsável pelo assassinato de médicos na região.
A Polícia Civil vai distribuir retratos-falado dos três criminosos que assassinaram o cardiologista até o início da próxima semana. Os cartazes serão feitos a partir do depoimento da acompanhante do médico no momento do crime, a comerciária Keila Zilanda do Nascimento Condim, de 22 anos, que ficou ferida. Além disso, um exame de balística também será realizado para confrontar com a bala encontrada no corpo do então chefe do setor de radiologia do Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse), José Luiz Madrid, assassinado em dezembro.
Segundo o delegado da 55ª Delegacia Policial (Queimados), Ivan Alexandre, a comerciária disse que conseguiu escapar após prender a respiração e fingir estar morta. Keila revelou com detalhes as três horas de pânico que passou, ao lado de Edson dos Santos Barbosa, em poder dos três bandidos. A jovem informou ao delegado que os criminosos eram um branco, um negro e um mulato. ‘‘A moça está muito apavorada e em estado de choque’’, afirmou o policial. Keila está internada em estado grave no hospital da Posse.
Barbosa e Keila foram sequestrados pelos três homens em Nova Iguaçu quando saíam para jantar. Eles levaram o casal no carro do médico - um Gol cinza - que acabou abandonado no Distrito de Comendador Soares, na Baixada Fluminense. Após ser baleada, a comerciária foi abandonada pelos assassinos em Nova Iguaçu. O corpo do médico foi encontrado por policiais militares no Distrito de Queimados (Baixada Fluminense).

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