Londrina - Para reverter o cenário de desconhecimento da população e de profissionais e da alta mortalidade das doenças cardiovasculares, é preciso, segundo o cardiologista Manoel Canesin, ser montada uma estratégia focada na conscientização, visando, sobretudo, um trabalho que ensine as pessoas a cuidarem melhor da sa© úde e reconhecerem os sinais de uma doença cardiovascular, para que se possa agir na hora certa e evitar a morte. Segundo o coordenador, esse trabalho deve começar na infância, tanto em casa quanto nas escolas.
''Já que trata-se da maior causa de morte do Brasil, ela deve ser orientada em todos os lugares. Os pais ensinam os filhos a atravessarem a rua, mas não olham o que ele estão colocando no prato. E se olham fazem de uma forma meio relaxada. Os pais hoje vivem muito fora de casa, não se preocupam se os filhos estão fazendo atividades físicas ou não. As crianças hoje passam horas em frente à televisão e ao computador. Pais e escolas devem estar preocupados em orientar essas crianças'', alerta o médico.
Dado o conhecimento da prevalência, fatores de risco, sinais e sintomas cardiovasculares, ganha-se no combate à mortalidade e à morbidade. ''É preciso saber reconhecer o início dessas doenças, porque se eu não reconheço o início de um infarto eu vou procurar o posto de saúde, quando o certo é ir direto para o hospital. Sendo assim, as pessoas precisam saber que entre os sinais de infarto está uma dor muito forte no peito, que dura pelo menos 30 minutos. Já um AVC dá sinais como desvio da boca e a pessoa não consegue manter o braço em elevação. No caso do AVC a pessoa tem no máximo quatro horas e meia para ser tratada. No caso do infarto são seis horas no máximo'', ensina o cardiologista.(E.S.)

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