O que há de novo no controle da hipertensão? Segundo o cardiologista José Luiz Santello, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, para os pacientes de risco é necessário ter níveis cada vez mais baixos de pressão arterial. Ele esteve em Londrina, no começo do mês, ministrando uma palestra sobre os novos paradigmas no tratamento da hipertensão.
Isso significa que o valor de 14 por 9 para a pressão arterial não é mais o nível recomendado. O que se busca hoje, para pacientes de risco, é atingir, e manter, a pressão arterial em 13 por 8. Ou menos.
Santello explica que pacientes de risco são aqueles portadores de diabetes, insuficiência cardíaca ou renal. Sem controle da hipertensão, eles têm um alto risco, de 15% a 20%, de ter algum evento cardiovascular em 10 anos, como infarto e derrame, que podem levar à morte. A estimativa, segundo o cardiologista, é que cerca de 35% dos pacientes hipertensos são de alto risco.
Mas, atingir e manter níveis tão ''baixos'' de pressão arterial não é tarefa das mais fáceis. Santello explica que não bastam mudanças no estilo de vida, como a diminuição do sal na alimentação, a prática de exercícios físicos e a perda de peso.
''Hoje são necessárias cada vez mais associações de drogas. É improvável que o indivíduo de alto risco consiga atingir níveis ideais sem remédio. São necessários até cinco classes de medicamentos e convencer doente e médico que o esforço vale a pena'', afirma.

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