Cardeal admite que sabia sobre padre pedófilo
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de maio de 2002
France Presse 
Washington - O cardeal de Nova York, Edward Egan, admitiu há cinco anos ter incentivado um sacerdote a continuar trabalhando, apesar de conhecer suas tendências à pedofilia.
Egan, que então era bispo em Bridgeport, Estado de Connecticut, deu seu testemunho em favor de um padre acusado ante uma câmara em um processo de 1997 contra a diocese da cidade. O jornal The Washington Post obteve a cópia desse depoimento.
Egan acrescentou então que estava disposto a escrever uma carta de recomendação em favor do padre acusado e que não suspenderiam ninguém, inclusive se fosse alvo de acusações de abusos sexuais.
O autor do processo é Frank Martinelli, que acusou o padre Laurence Brett de tê-lo agredido sexualmente três vezes quando ele era adolescente, em 1962 e 1963. O processo concluiu com um acordo financeiro, cujo montante não foi divulgado.
Egan dirige hoje a diocese católica mais importante dos Estados Unidos, enquanto a igreja é criticada por sua falta de severidade em relação aos padres pedófilos.
Na semana passada, o cardeal de Boston, Bernard Law, teve de ser interrogado sob juramento, pelo escândalo de pedofilia que sacode a igreja Católica nos Estados Unidos.


