Carcereiros ameaçam entrar em greve a partir de sexta-feira
A situação penitenciária de São Paulo, que já é caótica, tende a piorar com a paralisação de agentes, cercereiros, administradores de presídios, médicos e enfermeiros. O Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Prisional do Estado de São Paulo, esteve reunido em assembléia realizada ontem, na sede da entidade, em São Paulo.
Ao final do encontro, que teve a presença de agentes e cercereiros dos presídios da capital e do interior onde ocorreram as rebeliões de ontem, os funcionários se declararam em estado de greve permanente.
Na prática, todas as subsedes do sindicato estarão discutindo um conjunto de reivindicações que serão encaminhadas à Secretaria de Administração Penitenciária, além de avaliar a adesão da categoria ao movimento.
O sindicato avalia em aproximadamente 30 mil funcionários ligados direta ou indiretamente ao sistema prisional de São Paulo, espalhados pelas regiões de Sorocaba, Marília, São José do Rio Preto, Baixada Santista, Araraquara, Avaré, Taubaté, Campinas e Presidente Prudente, além da região metropolitana da capital.
Nossa situação é insustentável. Há seis anos não temos aumento salarial e trabalhamos sem nenhuma segurança, nem equipamentos adequados às nossas atividades, protestou o presidente da entidade, Nilson de Oliveira.
O sindicalista quer que os presídios sejam equipados com sistemas de bloqueio de telefonia celular e aparelhos de raios-x e detector de metais, que seriam usados para revistar os visitantes dos presos. (Agência Folha)





