Agência Estado
A tentativa de resgate de dois traficantes nigerianos terminou em tiroteio e morte na cadeia de Cajamar, na Grande São Paulo. Uma quadrilha invadiu a delegacia, matou o carcereiro Rubens Barbosa, de 46 anos, e só não conseguiu libertar os presos porque um guarda, pulando de um muro de 5 metros de altura, conseguiu avisar a Polícia Militar. Dois dos sete bandidos foram presos.
A ação da quadrilha começou às 2h20 de ontem, quando um casal de criminosos chegou à delegacia, dizendo ao guarda Antônio Benedito Jóia que seu carro havia sido roubado na Rodovia Anhanguera, a 100 metros da delegacia. ‘‘Quando o investigador abriu a porta chegaram os outros cinco e nos dominaram’’, contou Jóia.
Na sala ao lado da entrada estava o carcereiro Rubens Barbosa, de 46 anos, casado, um filho. Um dos criminosos acertou-lhe o peito. Com a chegada da PM, a quadrilha fugiu. A 50 metros da delegacia, foram detidos Edmar Silva Chaves, de 23 anos, e Giomária Meires Rodrigues, de 25.
Falso motimOs presos da Cadeia Pública de Ribeirão Pires, no ABC, simularam ontem uma rebelião, anunciaram que haviam matado dois colegas e ameaçavam matar suspostos detentos tomados como reféns. Polícia Militar e a Tropa de Choque foram enviadas ao local, mas não chegou a entrar. A farsa foi descoberta pelos policiais civis.
O ‘motim’ teria começado por volta das 9 horas. Os presos queimaram alguns colchões, espalharam a informação de que dois presos haviam sido mortos e que fariam uma fogueira para queimar os reféns. Por volta das 16 horas constatou-se que tudo não passou de um blefe. Para simular a morte dos dois presos, os detentos jogaram nos corpos um suco vermelho, que parecia sangue e os cobriram. Quando os carcereiros perguntavam o que havia acontecido, descobriam os ‘‘corpos’’ rapidamente, cobrindo-os novamente.

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