militares, de um juiz do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo) e do delegado Sérgio Abdala, da Coordenadoria do Sistema Carcerário da Secretaria da Segurança Pública. A promessa da transferência dos presos que chefiaram a rebelião para o Cadeião de Pinheiros ou Casa de Detenção fez com que a carcereira fosse libertada. Por volta das 14 horas, 18 presos foram levados para o Cadeião de Pinheiros. Os demais receberam as marmitas e almoçaram: arroz
feijão, macarrão, carne, salada. De sobremesa, banana. Pescoço - Tânia disse ter sido agarrada no momento em que, com a ajuda de três detentos retirados das celas para a limpeza do pátio, servia o café da manhã aos presos, com leite, pão e manteiga. Assustada, a carcereira implorou para ser liberada. Os mais agressivos - assaltantes e homicidas - diziam que o objetivo era a fuga. Chegaram também a ameaçar outros presos. Com a chegada de dezenas de policiais do esquema especial preparado pela Secretaria da Segurança para evitar fugas e rebeliões, os detentos passaram a reclamar da superlotação e a exigir a transferências. Vários alegaram que não há como cumprir condenação no distrito ou mesmo esperar a decisão da Justiça em relação aos processos. As celas do 41.º DP têm capacidade para, no máximo, 30 detentos. Entre os 147 presos estão assaltantes de bancos, traficantes, autores de assassinatos, furtos, roubos e estelionatários. Não há espaço nas celas. Dezenas dormem no banheiro e no pátio. Os presos reclamam também da falta de atendimento médico e odontológico. A Secretaria da Administração Penitenciária promete, a partir das primeiras semanas de 2000, a saída dos condenados dos distritos. Eles serão transferidos para os presídios do sistema carcerário na capital e interior. Diversas tentativas com esse objetivos já foram feitas desde o início do primeiro mandato do governo Mário Covas. E jamais cumpridas. Os delegados de polícia reclamam todas as semanas da Coordenadoria dos Estabelecimentos Penitenciários (Coesp) pelo número limitado de vagas cedidas. Eles encaminham pedidos por fax para o envio de presos para o sistema carcerário e, como resposta, Coesp sempre alega falta de vagas nas Penitenciárias e Casas de Detenção, segundo a versão dos delegados. Para os policiais, se os presos de maior periculosidade como ladrões e traficantes deixassem as celas dos distritos, os resgates e rebeliões diminuiriam.Por Renato Lombardi São Paulo, 26 (AE) - Os 147 presos recolhidos em cinco celas do 41.º Distrito Policial, na Avenida Inconfidência Mineira, na Vila Rica, zona leste de São Paulo, rebelaram-se na manhã de hoje. Os detentos fizeram a carcereira Tânia Regina Nóbrega Sato refém e ameaçaram matá-la, caso não fossem atendidos. O grupo que chefiou a rebelião queria fugir. "Eu pedia calma e dizia a eles que tudo seria resolvido, mas alguns estavam muito nervosos", contou a carcereira. A situação começou a se acalmar com a chegada de policiais civis

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