A outra pesquisa com carboxiterapia iniciada em Londrina é da ginecologista Rubia Yamasita, em parceria com a cirurgiã plástica Ana Carolina Carvalho, de São Paulo. Elas iniciaram um estudo comparativo sobre a carboxiterapia durante a terapia hormonal na mulher.
A ginecologista explica que com o início do climatério, quando começa a diminuir a produção do estrogênio, hormônio feminino, ocorre também uma perda anual de 3% a 5% da estrutura de sustentação da pele. Pode parecer pouco, mas, em 10 anos, a perda do complexo colágeno-elastina é de 40%. Isso na faixa etária dos 50 aos 60 anos.
A pesquisa quer estudar três grupos distintos, com 10 pacientes em cada um deles: o primeiro, grupo de controle, de mulheres que ainda não têm alteração hormonal, nem queixas estéticas. O segundo, com pacientes que têm alteração hormonal não tratadas e queixa estética. E o terceiro, mulheres que já fazem reposição hormonal, e têm queixas estéticas. Os três grupos vão passar por sessões de carboxiterapia durante oito semanas.
''O objetivo é quantificar o ganho de elasticidade da pele. Sabemos que com a reposição hormonal há melhora da qualidade, mas queremos avaliar se com o uso conjunto do hormônio e da carboxiterapia há efeito ainda melhor'', explica. Serão avaliadas as mãos e o rosto das voluntárias, objetivamente, através de biópsia (apenas na mão), e subjetivamente, através da comparação de fotos e da opinião da própria paciente. O trabalho será apresentado durante o 3º Consenso Avançado de Carboxiterapia Ibero-ítalo-americano, em outubro, em São Paulo.
Rubia explica que a técnica também é bastante utilizada em outras áreas: no tratamento de celulite, de calvície e de olheiras, por melhorar a circulação, e na diminuição de medidas, já que o gás carbônico age rompendo a membrana de gordura, eliminada pela urina com a ajuda de drenagem linfática. ''Foi comprovado, através de biópsias, que a carboxiterapia aumenta a espessura da derme e epiderme, e diminui a de gordura'', explica. Outros usos são no tratamento da psoríase e tendinites. A técnica é contra-indicada para gestantes e portadores de insuficiência respiratória e insuficiência renal. (C.P.)

Serviço
Interessadas em participar da pesquisa podem entrar em contato pelo telefone (43) 3321-2995 ou pelo e-mail [email protected]

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