Carazzai diz que correção do FGTS não afetará o patrimônio da CEF
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quarta-feira, 19 de abril de 2000
Por Inês Migliaccio 
São Paulo, 20 (AE) - O presidente da Caixa Econômica Federal
Emílio Carazzai, disse que qualquer decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a correção das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não implicará em ônus adicional para o patrimônio da Caixa, que se encontra separado do FGTS. "Para Caixa não haverá nenhuma implicação do ponto de vista patrimonial. Qualquer ônus que venha ocorrer, será apenas para o fundo", afirmou Carazzai.
O presidente da Caixa destacou que está acompanhando "com confiança e otimismo genuíno" o processo no Tribunal, que julgará se as contas do fundo devem ser corrigidas de acordo com as taxas de inflação expurgadas pelos planos Bresser, Verão, Collor 1 e 2. Já em relação ao possível ônus no FGTS, ele ressaltou que afetará principalmente os financiamentos de Carta de Crédito. "Trata-se de uma operação que acabará pesando no bolso do contribuinte", disse. De acordo com o presidente da Caixa, a instituição dispõe hoje de cerca de R$ 6 bilhões que poderão ser aplicados em projetos habitacionais, sendo R$ 3,7 bilhões do FGTS.
Estas declarações foram feitas logo após a cerimônia de assinatura do primeiro contrato do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) entre a Caixa Econômica Federal e o Movimento para Moradia no Centro (MMC), ocorrida nesta manhã, na sede da instituição, em São Paulo.


