Curitiba- O Paraná foi o primeiro estado brasileiro a integrar a Caravana do Desarmamento, promovida pelo governo federal. Ontem, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos disse que a intenção é ampliar a mobilização nacional de autoridades e da população civil em favor da Campanha do Desarmamento. Até junho desse ano, o Paraná já havia arrecadado cerca de 20 mil armas da população civil. Thomaz Bastos quer que não apenas a Polícia Federal (PF), mas que as igrejas e a comunidade também possam ser envolvidas no processo de desarmamento. ''Muitas pessoas não gostam de ir até a polícia, mas querem devolver suas armas. Temos que nos integrar com todas as forças religiosas e entidades não governamentais para que possam aumentar ainda mais o desarmamento no Brasil'', disse o ministro.
O arcebispo de Curitiba, Dom Pedro Fedalto, considera a iniciativa perigosa. Ele pediu pessoalmente que a própria segurança pública se envolva na arrecadação das armas, garantindo a segurança das instituições que resolvam participar da mobilização nacional. Na solenidade de lançamento da Caravana do Desarmamento, foram assinados convênios para a melhoria das cadeias de três distritos de Curitiba que passarão a funcionar como Centros Integrados de Atendimento ao Cidadão (Ciacs). Esses centros terão no mesmo espaço físico as presenças de representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto de Criminalística, Instituto Médico Legal e Instituto de Criminalística.
Ao todo, foram liberados R$ 5,5 milhões que também servirão para treinamento e aperfeiçoamento do trabalho policial, implantação de projetos para a prevenção da violência e melhoria da comunicação interna das polícias. ''Vamos começar a transformar os serviços de segurança em local de amparo ao trabalhador'', declarou Luiz Fernando Delazari, secretário de Estado de Segurança Pública. De Curitiba, Thomaz Bastos seguiu para Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).
Em todo o Brasil, a campanha já arrecadou 112,6 mil armas de fogo entregues pela população em todo o País até o final de setembro. De junho a setembro, quando começou a campanha nacional, o Paraná recolheu 5.210 armas.

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