São Paulo - Tumulto e uma multidão de cerca de 2.000 pessoas marcaram o primeiro dia de visitação pública da Casa de Detenção, no complexo do Carandiru, em São Paulo, desativada no domingo passado.
O empurra-empurra nos portões obrigou os funcionários a mudarem a programação e só o pavilhão 2 foi aberto o acesso ao pavilhão 7 só foi permitido a alunos que tinham agendado visita.
O começo da visitação estava marcado para as 14h, mas desde o meio-dia curiosos se aglomeraram em frente ao portão.
Leitores do livro ''Estação Carandiru'' na disciplina de português, 37 alunos de ensino médio do Centro Educacional Brasileiro, uma escola particular da Vila Moraes (zona sul), foram conferir se o escritor do livro, o médico Dráuzio Varella, foi realista na descrição da Casa de Detenção. ''É bem pior do que ele escreveu'', disse o estudante André Luis Nogueira, 16.
''Houve uma pequena confusão porque a visita de hoje (ontem) era só para as escolas credenciadas'', disse o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa. Aviso distribuído pela secretaria, no entanto, falava em abertura para ''público em geral'' a partir de hoje (ontem).

mockup