Para fazer o exame com a cápsula são fixados um cinturão e oito eletrodos no abdome do paciente. A cápsula é então retirada do dispositivo onde está acoplada, imediatamente o flash é acionado, e o equipamento começa a transmitir informações para o gravador que está no cinturão. O paciente engole a cápsula com água e começa a ‘‘viagem’’ pelo sistema digestivo pelas próximas oito horas, tempo que dura a bateria.
Pesando quatro gramas e medindo 11 por 26 milímetros, a cápsula tem revestimento resistente aos sucos digestivos. Ela é composta por um sistema de lentes, videocâmera, baterias e antena. As imagens - até 50 mil fotos - captadas durante todo o processo são gravadas e posteriormente selecionadas para o diagnóstico. A cápsula, de tecnologia israelense, é naturalmente expelida através das fezes e inutilizada.
A seleção das imagens acontece no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, que fechou parceria com o Hospital do Coração em Londrina. O material é enviado para lá por correio, da mesma maneira que retorna o resultado do laudo.
Os riscos do procedimentos são baixos, mas existem. Um deles é o paciente ter um estreitamento no intestino e a cápsula ficar presa neste local. A desvantagem, neste caso, é a necessidade de cirurgia para retirada da cápsula. Mas, em compensação, o médico tem a localização exata do local da obstrução e pode corrigir o estreitamento, que normalmente causa dores no paciente. Outro impeditivo é o alto custo do exame, sem cobertura dos planos de saúde. (C.P.)

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