Um trabalho conjunto do 5º Batalhão da Polícia Militar com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, resultou na prisão do capitão Roberto Moura Rocha, ontem à tarde, no quartel. Ele está sendo investigado por formação de quadrilha e estelionato. As denúncias dão conta de que o oficial teria adquirido bens utilizando nomes falsos de terceiros e não quitado as dívidas.
Segundo o delegado do Gaeco, Alan Flore, o capitão teria comprado móveis, jóias e um carro - registrado em nome de outra pessoa - usando nomes falsos de outras pessoas. ''O oficial não se utilizou de nomes falsos, porém existe indicativo bastante concreto de que ele teria concorrido para a prática delitiva juntamente com outras pessoas'', comentou o delegado. Em outras situações, Rocha teria apresentado ''clientes'' em lojas e estes teriam usado cheques falsos.
O Gaeco não informou o prejuízo provocado pelo suposto golpe. Mas, segundo Flore, muitas vítimas já formalizaram queixas e outras continuam procurando a Polícia diariamente. As suspeitas são de que os crimes vinham sendo praticados desde setembro do ano passado.
Rocha foi preso temporariamente por cinco dias, após o Gaeco obter um mandado de prisão na Justiça. Ele estava no quartel e não ofereceu resistência. O capitão ingressou na corporação há 22 anos e havia cinco que ele trabalhava em Londrina. Ainda na noite de ontem, ele deveria ser transferido para Curitiba. O Gaeco cumpriu também um mandado de prisão civil expedido pela Justiça de Ibiporã contra o ex-sogro do oficial.
O porta-voz do 5º Batalhão, tenente Ricardo Eguédis, garantiu que o comando agiu com total transparência desde o recebimento das primeiras denúncias. O capitão foi exonerado de suas funções enquanto corriam as investigações. A PM abriu um Inquérito Policial Militar (IPM), que pode culminar com a expulsão do oficial.
O advogado do capitão, Hamilton Laertes, alegou que seu cliente teria comprado os bens na esperança de receber uma herança, o que acabou não acontecendo. ''Ele acabou se precipitando mas quer saldar todas as dívidas'', garantiu.

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