Capitania ouve funcionários do navio sobre vazamento
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de novembro de 2004
Adriana De Cunto<br> Equipe da Folha 
Curitiba A Capitania dos Portos do Paraná ouviu ontem funcionários do Navio Mercante Mariner II, do Chipre, suspeito de ter causado o vazamento de óleo na Baía de Paranaguá. No último domingo, o navio estava sendo carregado com barras de ferro quando uma das barras soltou-se e rompeu o assoalho, atingindo o tanque de combustível. Segundo a Capitania do Portos, a origem do vazamento não está ligada diretamente à queda do lingote de ferro (o furo é interno). Mas a Capitania estudava ontem a hipótese de que o vazamento ocorreu durante manobras de lastro não limpo, realizadas em seguida da retirada de óleo do tanque furado.
O capitão de fragata César Bezerra Teixeira diz que o inquérito está sendo realizado com rapidez, para aproveitar a permanência do Mariner II em Paranaguá. Mas como a agência responsável pelo abastecimento do navio não assumiu o vazamento, a Capitania dos Portos recolheu amostras de óleo diesel da água e de todas as embarcações que estavam próximas ao local onde as manchas apareceram. O material foi enviado anteontem para análise comparativa no Instituto de Estudos do Mar da Marinha no Rio. Ainda não há previsão para conclusão das análises.
As manchas que se estendiam por três quilômetros na terça-feira, já começavam a diminuir ontem, segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Até ontem, o órgão ainda não havia calculado a gravidade dos prejuízos ambientais que o vazamento causou na Baía de Paranaguá.


