Rio de Janeiro, RJ- A Capitania dos Portos do Estado do Rio afastou o capitão-de-corveta Eduardo Swiech das investigações sobre o acidente envolvendo uma lancha e um banana-boat, anteontem em Itacuruçá (distrito litorâneo de Mangaratiba, a 70 km do Rio de Janeiro). No acidente, morreu um banhista de 16 anos e uma professora perdeu as duas pernas.
Delegado da capitania em Itacuruçá, Swiech foi o organizador da visita de 70 turistas ao local. As vítimas integravam o grupo. Para investigar o caso, foi designado o capitão-de-fragata Eduardo Luiz Cassano.
Marido da professora Andréia Lisboa Salgado, 33, o bancário Orlando Salgado Júnior, 36, elogiou a medida da Marinha, mas disse que acredita mais nas investigações da Polícia Civil, a cargo da 165 DP (Delegacia de Polícia), em Mangaratiba.
De acordo com o bancário, pode haver corporativismo por parte da Marinha. Salgado Júnior afirmou que vai processar os responsáveis apontados nos inquéritos da Capitania dos Portos e da Polícia Civil.
''Estamos reunindo documentos médicos, fotos tiradas no local e temos um vídeo que mostra tudo o que aconteceu. Espero que a polícia e a Justiça funcionem, mas é muito difícil que não haja corporativismo por parte da Marinha'', disse Salgado Júnior.
Andréia Salgado foi transferida da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para um quarto do Hospital das Clínicas de Jacarepaguá (zona oeste do Rio). Sua mãe, Maria da Penha Muniz Lisboa, 66, disse que anteontem, ao acordar, ela sentiu falta das pernas. ''Ela me disse que estava feliz por estar viva e que vai continuar se dedicando à criação dos filhos (Orlando Neto, 7, e Letícia, 4)'', afirmou a mãe.
O adolescente Gabriel Borges da Silva, 16, que também estava no grupo, morreu na hora. Silva tinha saltado do banana-boat segundos antes do choque. Ele foi atingido pelo motor da embarcação e morreu. A lancha, desgovernada, atropelou o banana-boat após bater em outras duas lanchas.
Segundo a perícia, houve uma falha mecânica no barco que colidiu com o banana-boat. Uma alavanca de aceleração da cabine de comando estaria com defeito.
O piloto da lancha Pimba Pimbinha, Armelindo Corrêa de Miranda, continuava desaparecido ontem à noite.

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