Capina e roçagem começam com atrasos
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Londrina - O primeiro dia de serviço das três empresas contratadas emergencialmente pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) começou com quase quatro horas de atraso. A CMTU afirma que o motivo foi a demora para chegada de máquinas e equipamentos. Uma das empresas foi notificada.
A capina e roçagem começaram ontem, após o meio-dia, e a limpeza e conservação de áreas verdes, por volta das 11h30. A previsão inicial era de que os trabalhos começassem logo cedo, perto das 8 horas.
O diretor de Operações da CMTU, Gilmar Domingues, ressaltou que, apesar do atraso, o balanço do primeiro dia foi positivo. "Fizemos uma fiscalização rigorosa em relação aos equipamentos de proteção individual (EPI) já que o trabalho exige este cuidado. Faltaram também algumas roçadeiras costais e por isso a empresa responsável pelos lotes um e dois foi notificada", relatou. A M.R. Rossi tem cinco dias para se manifestar.
A CMTU constatou ainda que o número de funcionários no primeiro dia ficou abaixo do exigido pela licitação. "A própria empresa, que assumiu o lote três, nos informou que o quadro ainda não estava completo em virtude do pouco tempo para as contratações. Mas nos informou que a situação será regularizada nos próximos dias", frisou Pereira. A Costa Oeste iniciou os serviços com pelo menos dez colaboradores a menos que o previsto no edital, que é de 48.
Mesmo com os atrasos, a imagem do maquinário nas ruas foi animadora para boa parte da população, pois havia dois meses os serviços estavam suspensos em toda a cidade.
"A gente espera que melhore porque não aguentamos mais esse lixo. Vamos ver se dessa vez sai da promessa e esse lugar volte a ser como antes", comentou Vanessa Teixeira Coutinho, moradora há 10 anos no Jardim Santa Rita 5, na zona oeste.
O local foi o ponto de partida da empresa MBS, de Votuporanga (SP), responsável pela retirada de entulhos de ecopontos e outros 250 pontos irregulares de despejo. Márcio Bucalon, proprietário da MBS, garantiu que o quadro de 41 funcionários será suficiente para atender a demanda.
A empresa estava ontem de manhã com nove caminhões, com capacidade aproximada de 10 metros cúbicos cada. A previsão é que sejam necessárias 200 viagens durante quatro ou cinco dias. "O que mais me preocupa é a dengue porque aqui tem um monte de objetos que acumulam água. Basta chover para esse lixo virar criadouro do mosquito", lamentou Reginaldo Gameiro Esteves, morador do bairro há 30 anos.
O segundo ecoponto a ser limpo será no Jardim Primavera, na zona norte. Para atender toda a demanda de serviços, a CMTU dividiu o município em quatro lotes, contemplando a capina e roçagem de terrenos públicos e particulares, limpeza e conservação de áreas verdes, de lazer e esporte e dos lagos, além de prédios públicos.
Os lotes um e dois ficaram a cargo da MR. Rossi, de Andradina (SP). O contrato prevê a capina e roçagem de até 5,3 milhões de metros quadrados por mês. O lote três (limpeza e conservação) foi vencido pela Costa Oeste Serviços de Limpeza Ltda., de Medianeira (Oeste) e o quarto lote, retirada de entulhos, a empresa responsável é a MBS.
"Acreditamos que em uma semana vamos conseguir normalizar a demanda dos dois meses que a cidade ficou sem limpeza e com isso oferecer uma situação melhor", frisou Gilmar Domingues.
Os contratos emergenciais foram assinados na semana passada, após a suspensão da licitação por pregão devido a questionamentos a um dos itens do edital. Todo esse processo foi iniciado no mês de setembro, quando a CMTU rompeu o contrato com a empresa Visatec por conta de irregularidades. O contrato emergencial tem duração de 90 dias. (Colaborou Lucio Flávio Cruz)


