A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) iniciará na segunda-feira o processo de avaliação dos 2.357 cursos de mestrado e doutorado em funcionamento no país. Os cursos envolvem 96 mil alunos. O resultado será divulgado em setembro.
O sistema de avaliação foi implantado em 1976, mas em 1998 o Ministério da Educação modificou os critérios adotados e transformou a análise em trienal.
Atualmente os cursos recebem notas que variam de 1 a 5. As notas 6 e 7 só podem ser atribuídas aos cursos de mestrado e doutorado que tiverem padrão de excelência internacional.
Os que obtêm notas 1 ou 2 não têm o diploma reconhecido pelo ministério. ‘‘Muitos cursos que foram mal avaliados em 1998 tiveram dois caminhos: ou fechar ou melhorar’’, disse o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, em cerimônia de lançamento da avaliação, ontem, em Brasília. Naquele ano, 94 cursos, ou 7,4% do total, foram ‘‘reprovados’’.
Segundo o ministro, o curso só pode ser fechado pela própria instituição. ‘‘A universidade tem a liberdade de ter um curso de pós-graduação. A nossa prerrogativa é reconhecer ou não o diploma’’, afirmou.
Os cursos ‘‘reprovados’’ são excluídos do Sistema Nacional de Pós-Graduação e não têm o diploma reconhecido.
Segundo a Capes, o aluno é responsável pela verificação da recomendação do curso, isto é, se ele obteve nota mínima 3 na última avaliação. Aqueles que fizeram matrícula enquanto o curso era recomendado terão o diploma reconhecido mesmo que o curso venha a ser reprovado.
O ministério informou que o número de professores com mestrado feito no país vem subindo. Enquanto em 1990 eram 5.579, no ano passado esse número subiu para 18.374.

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