Capes nega corte de recursos para pós-graduação
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sexta-feira, 03 de dezembro de 1999
Por Eugênio Melloni 
São Paulo, 03 (AE) - A direção da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), entidade de fomento à pesquisa científica, negou hoje que cortará os recursos das taxas escolares - usados nos pagamentos de mensalidades de cursos de pós-graduação - para o Programa Institucional de Capacitação Docente e Técnica (PICDT) a partir do próximo semestre. "O que mudará será a sistemática do programa, em que os recursos serão destinados diretamente para as instituções às quais pertencem os docentes, ao invés de serem repassados às universidades que oferecem os cursos", garantiu o diretor de Programas da Capes, Luiz Valcov Loureiro.
O PICDT financia cursos de mestrado e doutorado para professores de instituições de ensino de áreas carentes de capacitação profissional. As mudanças no programa permitirão que a própria universidade decida onde os professores poderão ampliar a sua formação. "A instituição poderá administrar melhor a formação de seu corpo docente", afirmou Loureiro.
A notícia de cortes do programa, associada à redução dos valores das taxas por outra instituição, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), motivou, na quinta-feira, um protesto dos pós-graduandos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. O reitor Antônio Carlos Caruso Ronca, admitiu, em entrevista, a possibilidade de extinguir cursos de pós-graduação por causa da redução das verbas.
Os alunos e o reitor alarmaram-se com os termos de um ofício da Capes, distribuído em 26 de outubro e assinado por Loureiro. O texto informava que "a partir do ano 2000 as bolsas concedidas no PICDT não incluirão o pagamento de taxas escolares". O orçamento do PICDT, que somou, em 1999, R$ 60 milhões para as bolsas pagas aos docentes e R$ 3,6 milhões para as taxas escolares, deverá ser mantido para o ano 2000, segundo Loureiro.


