Capacitação para identificar abuso sexual
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quinta-feira, 05 de maio de 2016
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Professoras da rede municipal de Londrina participaram ontem de oficina sobre abuso e exploração sexual de crianças. O objetivo do evento, realizado no Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Norte B, na zona norte, foi chamar a atenção para o problema, que é cada vez mais comum. A meta é trabalhar a prevenção nas escolas da região.
Cerca de 20 professoras participaram da oficina no período da manhã. Elas relataram que se deparam com frequência com situações de abuso sexual, mas que muitas vezes não sabem como proceder.
Heloísa Poças é professora de inglês na Escola Municipal Professora Ruth Lemos, localizada no Conjunto Luiz de Sá (zona norte). Ela ressalta a importância de abordar o assunto na rede escolar. "Nunca tinha assistido uma palestra sobre o assunto. É fundamental, porque a gente sabe que vem crescendo muito", observou.
Segundo ela, o tema do abuso contra crianças deve ser inserido na grade curricular, mas muitas professoras ainda têm receio em abordá-lo. "No curso passaram justamente essa parte, a metodológica. Ensinaram a abordar o tema através de filmes e historinhas que retratam o assunto, para deixar mais fácil para as crianças entenderem e se sentirem à vontade para relatar possíveis abusos", contou. "O objetivo maior é que a criança aprenda a se proteger. Saber quais carinhos podem ser feitos e onde."
As participantes receberam material didático que será utilizado nos próximos dias para passar orientações aos alunos, incluindo um vídeo que explica à criança como e a quem avisar sobre situações de abuso e exploração. A ideia é que o tema seja debatido mais profundamente nas escolas até o próximo dia 20, quando será realizada uma ação comunitária alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que é celebrado em 18 de maio.
Uma das coordenadoras do projeto, Clarissa Morales Rando, que é psicóloga no Cras Norte B, ressalta a importância de preparar as educadoras para trabalhar o tema dentro das escolas. "Existe o receio de como falar, e o que a gente colocou é que elas devem falar de maneira natural, que as crianças vão receber isso da mesma forma", explicou.
Clarissa orienta também os pais para que fiquem atentos a sinais que podem indicar situações de abuso. "É o caso quando a criança muda de comportamento repentinamente, fica muito agressiva ou amuada. É preciso ficar atento e qualquer suspeita precisa ser averiguada", alertou.
SERVIÇO
Denúncias de abuso sexual contra crianças podem ser feitas pelo Disque 100 ou no Conselho Tutelar, pelo telefone (43) 3378-0374


