Capacidade de armazéns em Santos está chegando a um nível crítico
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por Adilson Barros 
Santos, 28 (AE) - A paralisação dos caminhoneiros está provocando transtornos cada vez maiores para o Porto de Santos. Dos 25 navios operacionais atracados, oito já estão com as atividades paralisadas. Quatro desses navios carregam açúcar e os outros, adubo, frutas, mercadorias e contêineres. Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o maior porto da América Latina, o estoque nos armazéns está chegando a um nível crítico. Por enquanto, a situação pode ser controlada, mas caso os caminhoneiros não encerrem o movimento até sábado, os armazéns com produtos para exportação ficarão vazios.
Com relação às importações, a situação também está complicada. Os armazéns de trigo estão ficando cheios. Parte do transporte do produto dos armazéns para os moinhos pode ser feito por esteiras, mas os caminhões são responsáveis por boa parte do serviço. Com a paralisação, as esteiras não estão sendo suficientes para o transporte de trigo para os moinhos e mais navios devem atracar no porto, congestionando ainda mais os armazéns. O prejuízo para os donos de navios já alcança US$ 12 mil por dia parado.
Protesto - Os caminhoneiros continuam seus protestos na Baixada Santista. Um grupo bloqueou hoje a passagem de caminhões nos quilômetros 31 e 65 da Rodovia Anchieta, das 9h30 às 12h. Segundo a Ecovias, que administra o sistema Anchieta/Imigrantes, não houve nenhum incidente mais grave. Os manifestantes só deixavam passar carros de passeio e ônibus. Na rodovia Cônego Domênico Rangone (antiga Piaçaguera/Guarujá), os caminhoneiros ocupam, desde terça-feira, o acostamento e uma faixa da pista de subida. Não há registro de incidentes no local.


