Caos no transporte da Colômbia por bloqueio de rodovias
Bogotá, 10 (AE-AP) - O bloqueio de três grandes rodovias colombianas, uma pela guerrilha e outras duas por manifestações de civis, levou o caos ao transporte no país.
A rodovia que liga Bogotá a Medellín, que foi recuperada ontem durante uma operação militar após permanecer quatro dias em poder do Exército de Libertação Nacional (ELN), caiu novamente em poder dos guerrilheiros, que a bloquearam na altura de Puerto Triunfo, a 148 quilômetros ao norte de Bogotá, segundo informou hoje o coronel Alvaro Sandoval, comandante da Polícia Rodoviária.
Os guerrilheiros incendiaram três caminhões e danificaram outros 36 para usá-los como bloqueio da via. Ao mesmo tempo, as tropas que haviam recuperado a via dos rebeldes 50 quilômetros adiante avançam, com o apoio de helicópteros, em um novo esforço para limpar a área.
O ministro da Defesa, Luis Fernando Ramírez, denunciou que a guerrilha deixou campos minados para atingir soldados e civis que estão na zona do bloqueio. "Este é um ato de terrorismo e de violação dos direitos humanos internacionais", disse Ramírez.
O ELN, o segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia, bloqueou a mais importante rodovia do país como parte de uma campanha terrorista, que inclui a destruição de oleodutos e torres de energia, para forçar o governo a entregar-lhes uma zona desmilitarizada no norte do país.
O pedido dos rebeldes fora rechaçado pelas populações de Morales, Simití, Santa Rosa e San Pablo, que o ELN deseja tomar sob seu controle. Como resultado, milhares de pessoas bloqueiam há três dias a rodovia que conecta Bogotá ao litoral atlântico, na altura do município de Aguachica, a 400 quilômetros ao norte de Bogotá.
A oposição das populações e de autoridades municipais à desmilitarização da zona de 6.000 quilômetros exigida pelo ELN como condição para negociar a paz é outro elemento de discórdia que impede o início do segundo processo pacificador com as guerrilhas.
A rodovia que liga Pasto, principal cidade da fronteira com o Equador, à cidade portuária de Tumaco também está bloqueada desde ontem por vários professores que protestam contra o atraso de seis meses de salário.





