Brasília - A cantora mexicana Gloria Trevi e seu filho, Angel Gabriel, de dez meses, não têm data para deixar o Brasil. Eles estão num alojamento da Polícia Federal no aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.
A extradição da cantora para seu país, prevista para a madrugada de ontem, não aconteceu porque os agentes federais mexicanos que a escoltariam se recusaram a viajar no vôo marcado pela Embaixada do México. O governo brasileiro manifestou ''irritação'' diante do impasse.
Segundo o Ministério da Justiça, os quatro agentes mexicanos queriam levar a cantora num avião fretado pela Procuradoria Geral do México, que chegou ontem de manhã ao aeroporto de Guarulhos.
O motivo para a recusa, minutos antes do embarque, seria o grande número de jornalistas a bordo do avião da companhia Aeroméxico, que estava previsto para levar Trevi e seu filho.
''Houve uma mudança de planos unilateral por parte da Procuradoria do México. Foi um procedimento incomum e que nos causou irritação'', disse o diretor do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Teles Barreto, que não autorizou que a cantora deixasse o País no avião fretado. ''A extradição vai acontecer da forma que o governo brasileiro entende cabível, e não como a Procuradoria deseja, de forma unilateral'', sentenciou.
A Embaixada do México informou que foi também tomada de surpresa pelo fato de a cantora não ter sido extraditada. ''Esperamos que a situação se resolva o mais rapidamente possível'', disse a embaixadora do México em Brasília, Cecilia Soto.

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