O cantor português Domingos Veiga, de 40 anos, quis divulgar seu CD Animal com tanto alarde que poderá ser preso. Ele enviou por sedex um pacote com uma falsa bomba ao diretor artístico da Sony Music, Miguel Plopschi, com relógios, fios, pilhas e tubos vermelhos, além de dois CDs. Dentro da caixa, que o correio entregou segunda-feira à gravadora, havia um bilhete com os dizeres: ‘‘Você está recebendo uma bomba’’. Ao ouvir o tic-tac e ler a mensagem, Plopschi acionou a polícia que esvaziou o prédio da Praia de Botafogo, 300, e interditou o trânsito na Rua Marquês de Olinda, uma das mais movimentadas do bairro no Rio.
O Esquadrão Anti-Bomba da Polícia Civil foi chamado e uma equipe de pára-médicos acompanhou a operação de desmonte da suposta bomba. O delegado Ivo Raposo, da 10ª Delegacia Policial, em Botafogo, adiantou que o músico será indiciado pelo crime de falso alarme - previsto no artigo 41 do Código Penal e cuja pena varia de 15 dias a seis meses. ‘‘Ele será ouvido em depoimento’’.
Veiga mora em São Paulo há 19 anos e contou, por telefone, que investiu R$ 1 mil na divulgação do CD, o primeiro de sua carreira. Ele disse que enviou o kit para emissoras de rádio de São Paulo e que teve o mesmo problema com a Rádio 89 FM. ‘‘Mas lá não esvaziaram o prédio’’.

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