Os casos de fadiga crônica, em que a pessoa perde o ânimo até para curtir as horas de lazer e, mesmo quando dorme, já acorda cansada, são cada vez mais comuns. Lapsos de memória, falta de concentração e dores no corpo são alguns dos sintomas.
Como todo mal moderno, a doença começa com aquela palavra que já virou lugar-comum: estresse. Ele causa problemas físicos que afetam a mente e podem desencadear depressão e quadros clínicos graves. Os outros vilões são o sedentarismo, a sobrecarga de informação e um nível de toxicidade sem precedentes, tanto pelo ar poluído, ondas de celular e computador, como por alimentos.
Quem sofre do mal costuma ter uma febre baixa no final da tarde e aumento dos gânglios. Para o cardiologista e médico ortomolecular Marcos Natividade, o que define a síndrome da fadiga crônica é a diminuição em 50% das atividades por, no mínimo, seis meses. ''É uma disfunção no sistema imunológico, as defesas ficam fragilizadas porque o organismo está intoxicado.'' Por meio do exame da gota de sangue, descobre-se os nutrientes que estão faltando, para serem repostos, tanto pela alimentação como por suplementos vitamínicos.
O estresse recorrente causa uma equação corrosiva no intestino. Aumentam os gases, e algumas bactérias ''ruins'' da flora intestinal começam a proliferar. Com isso, ficam prejudicadas tanto a capacidade de absorção dos nutrientes como a digestão.
''Para piorar, os alimentos de hoje estão contaminados por adubos e agrotóxicos'', fala Natividade. Esse quadro é agravado em mulheres que têm episódios recorrentes de candidíase, corrimento causado pela Candida Albis. ''São fungos que tiram a energia da mulher.'' Se o quadro da fadiga crônica persiste, a falta de selênio pode levar ainda a alterações na tireóide.
''O grande aporte de tóxicos está ultrapassando a capacidade do corpo de eliminá-los'', comenta o psiquiatra e médico ortomolecular Cyro Masci. ''O consumo de açúcar é um dos grandes culpados. O refinado tem alto nível glicêmico e traz picos na sensação de euforia, mas que desce logo, fazendo a pessoa precisar de mais açúcar. Esse ioiô acaba desregulando o mecanismo de limpeza do organismo.'' Atenção: atualmente, em média, o pâncreas tem que liberar todos os dias a mesma quantidade de açúcar que nossos ancestrais consumiam por toda a vida!

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