Caneta de Graciliano Ramos é furtada em museu
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Guilherme Sobota Agência Estado 
São Paulo - Uma caneta que pertenceu ao escritor Graciliano Ramos (1892-1953) foi furtada da exposição "Conversas de Graciliano Ramos", aberta terça-feira no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS). Na montagem da mostra, três canetas estavam expostas em uma instalação que simula o ambiente de trabalho do escritor. Nesta quarta-feira, porém, apenas duas permaneciam no local. A autenticidade do objeto foi confirmada pelo MIS e por outras fontes ouvidas pela reportagem.
O objeto que sumiu estava exposto com outras duas canetas e um tinteiro. Duas das canetas e o tinteiro foram enviados do Museu Casa Graciliano Ramos, em Palmeira dos Índios (AL), para a exposição em São Paulo. A outra caneta pertencia à família do escritor. Não se sabe qual delas foi levada.
"Estou de luto", disse o diretor executivo do MIS, André Sturm, no fim da tarde de quarta. "Já retiramos todos os objetos que podem ser levados e vamos instalar um sistema de proteção", afirmou. A curadora da exposição, Selma Caetano, também lamentou o fato e explicou que a ideia inicial era justamente criar uma aproximação com a figura de Graciliano. "Porém, nossa expografia ficou mesmo vulnerável, e agora vamos colocar uma proteção para os objetos", explicou.
A sala também exibe uma poltrona, duas mesinhas, porta-retratos, o quadro de Cândido Portinari com a imagem de Graciliano, documentos e um terno que pertenceu ao autor.
Entre outros objetos autênticos que chegaram a figurar na mostra, estão livros - um deles, uma primeira edição de "Sagarana" com uma dedicatória assinada por Guimarães Rosa para Graciliano Ramos.


