São Paulo, 08 (AE) - O vice-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, cuja candidatura a prefeito de São Paulo foi lançada ontem (07) pelo governador Mário Covas, durante convenção municipal do PSDB, disse que não pretende se licenciar do atual cargo, porque a legislação não o obriga, mas deverá se afastar do comando das privatizações paulistas. Alckmin é presidente do Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização (PED).
Alckmin disse que sairá no próximo ano por vontade própria e não por imposição do partido. Ele afirmou ter ficado satisfeito com a unidade do partido em torno de seu nome. O vice-governador esquivou-se de responder sobre eventuais alianças com outras siglas e sobre a escolha do vice de sua chapa. "Estes assuntos devem ser resolvidos pelo partido. Mas qualquer coligação só poderá ser feita por quem ainda não tem candidato", disse. Até agora, dos partidos com maior representação, apenas o PFL e o PTB ainda não têm nomes para a prefeitura paulista. Alckmin reiterou que um dos temas de sua campanha deverá ser a recuperação da dignidade da cidade, com o slogan "São Paulo de mãos limpas", e a austeridade com relação às contas públicas, na linha do que "Covas faz há cinco anos".

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