Jerusalém, 02 (AE-REUTERS) - A guerra de atrito de Israel no sul do Líbano assumiu o centro das atenções hoje (02), enquanto o país enterrava seu oficial de mais alta patente morto no Líbano desde 1982.
O líder do oposicionista Partido Trabalhista, Ehud Barak, atacou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por este não retirar as tropas de Israel do sul do Líbano e prometeu que irá trazê-las de volta para casa até junho de 2000 caso vença as eleições gerais de 17 de maio.
"Netanyahu está liderando um governo que está atolado em todos os campos. Você precisa de coragem para se mover nesta questão, para começar a seguir em frente e parar com esta incessante conversa fiada", afirmou Barak.
Netanyahu disse que o ex-comandante militar Barak ajudou a colocar as forças israelenses numa armadilha no Líbano e prometeu que ele, também, pode retirar as tropas do país em um ano. Mas ele afirmou que estabelecer uma data precisa seria dar uma vantagem para a guerrilha pró-iraniana do Hizbollah.
O debate foi deflagrado pela morte de sete israelenses, incluindo o general-brigadeiro Erez Gerstein, por forças do Hizbollah lutando para expulsar Israel de sua zona de ocupação no sul do Líbano em dois incidentes separados num espaço de uma semana.
Israel respondeu com ataques aéreos contra alvos do Hizbollah em várias partes do Líbano, mas a ameaça de uma ofensiva maior israelense desvaneceu-se depois que o Hizbollah evitou lançar foguetes no norte de Israel.
Gerstein, o oficial de maior patente a morrer no Líbano desde os primeiros dias da invasão israelense do Líbano em 1982, foi enterrado hoje com todas as honras militares no kibbutz de Reshafim, no norte de Israel, onde ele cresceu.
"Depois de um ano da formação de um governo que irei liderar, eu vou trazer os garotos para casa, dentro de um quadro estabelecido por um acordo que garantirá a segurança das cidades nortistas", afirmou Barak à Rádio de Israel.
Ele disse que iria alcançar um acordo revivendo as moribundas conversações de paz com a Síria, a maior potência militar no Líbano, e buscando o apoio internacional para um possível envio de uma força internacional para a fronteira israelense-libanesa.
Barak afirmou que a retirada do Líbano poderia ser implementada mesmo antes de Israel completar as conversações de paz com a Síria sobre o destino das Colinas de Golan, um platô estratégico que Israel capturou da Síria em 1967.
Netanyahu, cujas iniciativas no Líbano fracassaram em quase três anos no poder, disse que um ano seria suficiente para ele deixar o Líbano, seja através de um acordo com a Síria ou unilateralmente - algo que ele tem resistido até agora.

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