Candidatos enfrentam teste físico para ingressar na GM
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sábado, 16 de fevereiro de 2013
Lúcio Flávio Moura <br> Reportagem Local 
Londrina - Ontem 300 homens e mulheres literalmente suaram a camisa nas instalações do Centro de Educação Física (CEF) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para conseguir manter vivo o sonho de ingressar na carreira pública. Em busca da estabilidade e de um salário de cerca de R$ 1,7 mil, a briga por uma vaga na Guarda Municipal (GM) de Londrina trouxe um clima de competição esportiva para o campus. Havia árbitros, plateia e gritos de incentivo, alegria e decepção com o resultado.
O teste de aptidão física é a segunda etapa do concurso. A primeira foi a prova escrita. Hoje outros 300 candidatos serão avaliados. No total, são 600 postulantes que já deixaram quase 10 mil concorrentes para trás na primeira fase. A atual administração municipal pretende selecionar e treinar 200 novos guardas até o final do ano. Caso haja necessidade, outros aprovados na prova escrita serão convocados para fazer o exame físico.
Conforme as estatísticas, o teste físico da GM não é uma etapa das mais simples. Na última seleção realizada pela força de segurança municipal, 65% dos candidatos foram reprovados. Numa amostragem das três primeiras baterias com as candidatas mulheres ontem, pouco mais de 20% conseguiram cumprir a pontuação exigida nas três etapas.
Na primeira, os candidatos testaram a agilidade no shuttle hun (exigência de se fazer um circuito de 36 metros em menos de 12 segundos), na segunda a força na barra (permanência em suspenso por 15 segundos) e na terceira a resistência (correr 2,5 quilômetros em 13 minutos).
Ontem, o calor exigiu ainda mais esforço das candidatas atletas. Os termômetros marcavam 34 graus na pista antes das 10 horas. Parentes, amigos e colegas de atividade física apoiavam cada volta na pista com gritos de incentivo.
As candidatas ouvidas pela FOLHA disseram ter simulado o teste durante várias semanas. Para elas, quem faz atividade física regularmente já sai em vantagem. A estudante de Direito Ana Paula Festi, de 20 anos, concluiu as três etapas sem parecer muito desgastada. Estava otimista. ''Na minha família tem vários policiais, o que me influenciou a tentar uma carreira na área de segurança pública.''
Outra estudante, Andrea de Oliveira, de 24, disse que treinou três vezes por semana para chegar ao teste bem condicionada. Ela tem um irmão policial que a incentivou a tentar uma vaga.
A vendedora autônoma Beatriz Rosa, de 35, era uma das mais aclamadas a cada volta na pista. Conseguiu fazer as seis voltas em 13 minutos e meio. E estava satisfeita. ''Meus colegas de corrida do Zerão e do Igapó estavam na arquibancada e me deram muita força'', contou a candidata, que também justificou tanto esforço pelo desejo de ter estabilidade profissional.
Para sentir o ambiente do teste, o técnico em eletrônica Eliseu Coelho, de 27, foi ao campus logo pela manhã, embora seu teste estivesse marcado apenas para o meio da tarde. Ao contrário da maioria, ele disse que a prova escrita foi a fase mais difícil. Praticante de mountain bike, ele parecia tranquilo horas antes do exame que poderia mudar sua vida. ''Não acho que ser guarda seja algo tão arriscado. Eu trabalho em guindastes de até 50 metros de altura. O perigo é bem maior'', brincou.


