Candidatos defendem relações com o Brasil Daa correspondente Monica Yanakiew
Columbia, 19 (AE) - Apenas 3% dos eleitores dos Estados Unidos estão interessados na política externa de seu país, segundo uma pesquisa de opinião divulgada esta semana. Mas numa rápida entrevista à Agência Estado, o pré-candidato republicano, George W. Bush, pôs entre suas prioridades a necessidade de fomentar o comércio com a América Latina, e não apenas para dar acesso às empresas americanas à região.
Os EUA, explicou, não têm como parar a entrada de imigrantes ilegais no país, se não ajudarem seus vizinhos a criar a própria classe média consumidora. "Para isso, é preciso fortalecer os laços comerciais", disse Bush. "Vou lutar pelo fast track", acrescentou, referindo-se ao mandato dado pelo Congresso americano ao presidente para negociar acordos internacionais.
Com o fast track - que o Congresso jamais concedeu ao presidente Bill Clinton, inviabilizando seus projetos de integração hemisférica - o Executivo tem mais liberdade para negociar. Os parlamentares podem apenas aprovar ou vetar o acordo final, mas jamais emendá-lo.
O senador John McCain, do Arizona, que disputa com Bush a candidatura do Partido Republicano, tem propostas que agradariam ao eleitor brasileiro. Ele disse ao Estado que é contra "qualquer protecionismo", incluindo as medidas recentes que protegem o setor siderúrgico dos EUA das importações de produtos do Brasil.
McCain também é contra os subsídios americanos à produção de etanol, petróleo e gás - mesmo que os preços de combustíveis tenham subido recentemente. "Sou a favor do Mercosul (que integra Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e de qualquer iniciativa de livre comércio", disse.





