São Paulo, 04 (AE) - A prova de Química da segunda fase da Fuvest foi considerada difícil pelos estudantes. Os vestibulandos, que fizeram hoje a segunda etapa de exames, acharam a avaliação longa e cheia de detalhes, que nem sempre são explicados em sala de aula. Já o exame de História, na opinião dos candidatos, estava fácil. Cada prova da segunda fase tem dez questões dissertativas. Amanhã (05), os vestibulandos fazem as provas de Geografia e Biologia.
O índice de abstenção dos exames de hoje foi de 7,4% em História e 7,7% em Química. Em 1999, o índice foi em média 1% menor que este ano. A Fuvest não soube explicar por que aumentou a abstenção nas provas, que tiveram 23.248 participantes. Na segunda fase da Fuvest, os candidatos fazem apenas os exames de disciplinas relacionadas às carreiras às quais estão concorrendo. Apenas a avaliação de Língua Portuguesa é obrigatória para todos os alunos. Os candidatos de engenharia, por exemplo, participam somente dos exames de Língua Portuguesa, Matemática, Física e Química. A primeira chamada será divulgada no dia 4.
Gustavo Freitas, de 18 anos, achou a prova de Química difícil, por apresentar questões que geralmente exigiam raciocínio do aluno. "No colégio, a gente aprende a química das fórmulas", disse. Para ele, a prova foi equilibrada, trazendo o mesmo número de questões de química orgânica e inorgância. Segundo Fernanda Ferraz, de 20 anos, que está fazendo vestibular para engenharia, as questões de Química tinham muitos detalhes, principalmente na área orgânica. "Os enunciados estavam fáceis de entender, mas as respostas eram longas demais", reclamou. Surpresa - Para a candidata ao curso de administração Raquel Oda
de 17 anos, a prova de História surpreendeu. "A banca fez várias perguntas sobre atualidades", relatou. Uma delas, segundo Raquel, refere-se à intervenção do Estado na economia e nas relações de trabalho. "Achei que essa questão fosse de Geografia", disse.
A estudante Marcia Takakuda, de 20 anos, também achou a prova de História simples. Candidata a uma vaga em Direito, Marcia disse que o exame foi mais "conceitual". "A banca não pediu questões que exigissem o conhecimento de datas ou nomes", afirmou. No entanto, a estudante afirmou que este ano, por causa da comemoração do 500 anos de Descobrimento, a prova de História deveria trazer mais questões sobre o Brasil.